EPISÓDIO #13 | MADE IN BRAZIL: A HISTÓRIA DE SUCESSO DA OSKLEN
Imagine um médico que troca o estetoscópio por uma máquina de costura. Que escala os Andes, faz a própria jaqueta à mão e, em algum lugar entre a altitude e o gelo, decide: é isso que eu quero construir. Esse homem é Oskar Metsavaht. E o que ele construiu foi a Osklen.
Uma marca nascida em 1989 em uma pequena loja em Búzios, cidade praiana no Rio de Janeiro, e que se tornou uma das grifes mais visionárias do mundo.
A Osklen não esperou a sustentabilidade virar uma buzzword. Eles já trabalhavam com couro de pirarucu da Amazônia, algodão orgânico e poliéster reciclado antes mesmo da maioria das marcas ter ouvido falar da sigla ESG.
Eles criaram o Instituto-E, uma organização sem fins lucrativos dedicada a provar que beleza e responsabilidade não são opostos. Aumentaram a renda de mais de mil comunidades ribeirinhas na Amazônia. Criaram a sola de um tênis feita de látex natural extraído diretamente da floresta.
Este ano, Oskar assinou os uniformes da delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de Inverno em colaboração com a italiana Moncler.
Sobre o nosso PODCAST
No Podcast Fashion Label Brasil, nossa apresentadora, a jornalista Alexandra Farah, conversa com designers e mentes criativas por trás de marcas brasileiras incríveis, para que possam mostrar seus talentos pelo mundo.
Produzido pelo Fashion Label Brasil, uma parceria entre a Associação Brasileira de Estilistas (ABEST) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
Já está disponível o último episódio do nosso Podcast. Ouça já em sua plataforma favorita!
Sobre o FASHION LABEL BRASIL É o Programa de Internacionalização da Moda Brasileira de Valor Agregado, da ABEST | Associação Brasileira de Estilistas, criado há mais de 20 anos em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), conta com cerca de 180 marcas participantes, sendo 85% marcas lideradas por mulheres e 40% possuem práticas sustentáveis & eco-friendly. Com a proposta de posicionar a moda brasileira no exterior, valorizando a imagem de um Brasil inovador e contemporâneo.
Sobre a ABEST Criada em 2003, a Associação Brasileira de Estilistas tem como objetivo fortalecer e promover o design e a moda autoral brasileira. Sua principal proposta é auxiliar o desenvolvimento de marcas brasileiras de alcance internacional e promover o lifestyle brasileiro, contribuindo assim para o crescimento de todos os segmentos vinculados à moda.
A associação funciona como um ambiente de troca de informações e experiências entre seus associados e atua no atendimento às suas necessidades individuais através da capacitação; do fornecimento de dados de mercado; da promoção de seus produtos; e da identificação de oportunidades de negócios no Brasil e no exterior.
Sobre a APEXBRASIL A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira.
Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil.
A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.
https://abest.com.br/wp-content/uploads/2026/07/capa-podcast-1.jpg7001000abehttps://abest.com.br/wp-content/uploads/2024/06/abest-logo-300x227.pngabe2026-07-22 18:35:462026-07-23 23:31:59Nosso Último Episódio está no ar! Ouça agora em sua plataforma favorita
Encontrar um pedaço de Brasil num lugar internacional de luxo reforça cada detalhe que compõe nossa identidade criativa. Com as bolsas da Serpui Marie a sensação é exatamente essa: as peças transitam entre celebridades, séries e calendários fashion carregando o mesmo DNA sem nunca perder a inovação. O espírito fresh e artsy criado pela designer percorre terras ensolaradas, primaveras e verões urbanos e rústicos. É assim que se faz a história da moda.
Serpui Marie conversou com Abest & Fashion Label Brasil para comemorar este momento.
1) A marca está numa ótima fase, estreando na Printemps de Nova York e na Lafayette em Nice. Com tanta chancela da moda internacional, sendo escolhida por celebridades, stylists de séries famosas e agora em lojas icônicas, como você define o momento da marca? Quais planos pros próximos anos?
Ver a marca presente em lojas tão emblemáticas como a Printemps de Nova York, Galeries Lafayette de Nice, Revolve, ShopBop dentre outras, é o reconhecimento de um trabalho construído com muita consistência ao longo dos anos. Sempre buscamos criar produtos com identidade própria, valorizando o trabalho artesanal brasileiro. É muito gratificante perceber que esse olhar tem conquistado clientes, stylists, celebridades e grandes varejistas ao redor do mundo. Para os próximos anos, queremos continuar expandindo nossa presença internacional de forma muito criteriosa. Mais do que estar em muitos lugares, queremos estar nos lugares certos, ao lado de parceiros que compartilhem dos mesmos valores da marca.
2) Construir peças com artesanalidade e referências regionais sendo fashion ao mesmo tempo é algo que parece desafiador para muitas marcas, mas não para a SERPUI. Qual a estratégia?
Eu acredito que tradição e inovação não precisam caminhar separadamente. Nossa inspiração nasce da natureza e cultura brasileiras e do trabalho manual. Mas tudo isso passa por um olhar único de criação. Queremos criar um objeto de desejo. Trabalhamos muito o desenvolvimento de formas, materiais, cores e acabamentos para que cada coleção tenha novidades, mas sem perder a essência da marca.
3)Você já comentou em uma entrevista que um dos pilares da marca é a qualidade. Como é feita a gestão da qualidade do começo ao fim do processo de feitura de um produto? E a gestão do marketing?
Qualidade sempre foi um valor inegociável para mim. Ela começa muito antes da produção. Começa na escolha dos materiais, no desenvolvimento dos protótipos e na definição dos acabamentos. Cada detalhe é pensado e revisado diversas vezes antes de um produto entrar em fabricação. temos processos rigorosos de controle de qualidade, porque entendemos que são feitos artesanalmente e precisam refletir esse cuidado em cada detalhe. Uma bolsa no nosso tear demora de 3 a 4 dias para ser produzida.
Quanto ao marketing e à comunicação, participo muito de todo o direcionamento criativo da marca. Acho importante que tudo converse com a essência da SERPUI e mantenha uma linguagem consistente em todos os mercados.
4) A SERPUI tem esse espírito sazonal de verão. O foco é em Resort, Spring Summer e High Summer (Alto Verão). Quais as diferenças entre os lançamentos, do ponto de vista dos produtos?
Desenvolvemos três coleções por ano. A coleção Resort traduz um clima de férias, viagens e destinos ensolarados. É onde exploramos com mais intensidade as fibras naturais, formas divertidas, cores vibrantes e referências ligadas ao verão.
Já a coleção Spring Summer tem um olhar um pouco mais amplo. Continuamos valorizando materiais naturais do DNA da marca, mas apresentamos uma proposta mais versátil, com modelos que transitam entre diferentes estações do ano.
A High Summer é um lançamento como se fosse uma cápsula, criado para atender o auge da temporada de verão. Traz novidades que complementam a coleção principal, com propostas mais descontraídas, coloridas e lúdicas, reforçando o espírito de férias que faz parte da identidade da marca.
5) Apesar das peças icônicas em palhas e pedrarias, a Serpui dispõe de uma coleção em nylon, que parece ter um clima mais urbano. Essa linha foi feita pensando também em outras estações, como outono e inverno?
A coleção em nylon nasceu da vontade de oferecer uma opção mais versátil para o dia a dia, mantendo o DNA da SERPUI. Todas as bolsas vêm com os charms e alças em materiais naturais, que caracterizam sempre a marca.
Também desenvolvi bolsas em couro e camurça, sempre com o nosso DNA, com os acabamentos e diferentes alças.
Por Juliana Lopes @j.u.lopes editora de conteúdo da Abest & Fashion Label Brasil
https://abest.com.br/wp-content/uploads/2026/07/capa11.jpg7001000abehttps://abest.com.br/wp-content/uploads/2024/06/abest-logo-300x227.pngabe2026-07-17 10:06:162026-07-17 13:07:44Conversando com Serpui: Destinos de luxo, séries e celebridades: A marca em seu melhor momento
Um grupo com 46 marcas brasileiras participou de uma série de eventos que compõem a Miami Swim Week 2026, nos Estados Unidos, e trouxe resultados expressivos. O volume de negócios realizados na ação ultrapassa US$ 1,65 milhão e a expectativa para os próximos 12 meses é de aproximadamente US$ 4,7 milhões. Juntas, elas fizeram mais de 1,5 mil contatos.
Do total, 21 empresas receberam apoio do Texbrasil (Programa de Internacionalização da Indústria Têxtil e de Moda Brasileira), uma parceria entre a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) e a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), sendo que 18 delas mostraram suas coleções na SwimShow, considerada uma das mais tradicionais e relevantes feiras de moda praia no mundo e que aconteceu entre 30 de maio e 1 de junho, no Miami Beach Convention Center. São elas: Akera, Constantinopla, Das Meninas, Falésia Carioca, Ga-Ha, Guilff, Guria Beachwear, Jungle Society, Karla Vivian, Kopsch, Lybethras, MOS Beachwear, Nidas, Planet Sea, Rio de Sol, Rygy, Silvia Schaefer e Zillê Rio.
Simultaneamente à SwimShow e no mesmo local, duas outras empresas do Brasil marcaram estreia na Curve Miami também com o apoio do Programa Texbrasil: Mari M e Plié. Outra ação inédita que marcou a edição deste ano foi que, pela primeira vez, a Colombiamoda Miami abriu as portas para marcas de outros países, e o Brasil foi representado pela Borana. O evento foi realizado no Throw Social, entre os dias 27 e 29 de maio.
O grupo de empresas apoiado pelo Texbrasil registrou 467 contatos, com negócios realizados em torno de US$ 426,5 mil e expectativa para os próximos 12 meses de US$ 2,03 milhões. “A moda praia brasileira teve destaque pela alta qualidade dos produtos, pela criatividade que traduz a identidade do País e por um padrão de excelência reconhecido internacionalmente. Esses atributos reforçaram a competitividade das marcas nacionais e consolidaram o Brasil como referência global nesse segmento”, afirma Adriana D´Agostini, gerente de Promoção Comercial da Abit.
As outras 25 empresas da delegação brasileira em Miami estiveram na Cabana Show apoiadas pelo Fashion Label Brasil, Programa de Internacionalização da Moda Brasileira de valor agregado, criado pela ABEST (Associação Brasileira de Estilistas) em parceria com a ApexBrasil: Água de Coco, Catarina Mina, Cecília Prado, Cristina Sabatini, Despi, Dress To, Empress, Gapaz, La Sirène, Lavish, Lenny, Lis Fiaschi, Maria Pavan, Melissa, Naked, Osklen, Patbo, Serpui, Sinesia Karol, Sophia Hegg, Ventura Eyewear, Vix, Waiwai, Yukio e Zoew. Elas apontam ter feito 1.060 contatos, que resultaram em cerca de US$ 1,23 milhão durante o evento e expectativa de negócios futuros de US$ 2,67 milhões para os próximos 12 meses. “A moda resort brasileira tem se despontado no mercado internacional pela combinação única entre criatividade, qualidade e autenticidade. As coleções apresentadas pelas marcas nacionais refletem não apenas o estilo de vida brasileiro, mas também um forte compromisso com a sustentabilidade, a valorização do trabalho artesanal e das técnicas handmade, elementos cada vez mais apreciados pelos compradores e consumidores globais” comenta Aurea Yamashita, Gestora de Projetos Internacionais da ABEST.
Sobre a Abit
A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), fundada em 21 de fevereiro de 1957, é uma das mais importantes entidades dentre os setores econômicos do País. Representa a força produtiva de 25,7 mil empresas instaladas por todo o território nacional, de todos os portes, que empregam mais de 1,34 milhão de trabalhadores e geram, juntas, um faturamento anual (em 2024) de R$ 221 bilhões.
Sobre o Texbrasil
O Programa de Internacionalização da Indústria Têxtil e de Moda Brasileira (Texbrasil) atua junto às empresas do setor têxtil e de confecção no desenvolvimento de estratégias para conquistar o mercado global. Ao longo de mais de 25 anos, já auxiliou cerca de 2 mil marcas a entrar na trilha da exportação, conquistando US$ 11 bilhões em negócios. O Programa é realizado por meio de uma parceria entre a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) e a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).
Sobre a ABEST
Criada em 2003, a Associação Brasileira de Estilistas tem como objetivo fortalecer e promover o design e a moda autoral brasileira. Sua principal proposta é auxiliar o desenvolvimento de marcas brasileiras de alcance internacional e promover o lifestyle brasileiro, contribuindo assim para o crescimento de todos os segmentos vinculados à moda.
A associação funciona como um ambiente de troca de informações e experiências entre seus associados e atua no atendimento às suas necessidades individuais através da capacitação; do fornecimento de dados de mercado; da promoção de seus produtos; e da identificação de oportunidades de negócios no Brasil e no exterior.
Sobre o Fashion Label Brasil
É o Programa de Internacionalização da Moda Brasileira de Valor Agregado, da ABEST | Associação Brasileira de Estilistas, criado há mais de 20 anos em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), conta atualmente com cerca de 180 marcas participantes, sendo 85% marcas lideradas por mulheres e 40% possuem práticas sustentáveis & eco-friendly. Com a proposta de posicionar a moda brasileira no exterior, valorizando a imagem de um Brasil inovador e contemporâneo.
Sobre a ApexBrasil
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira, entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil.
A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.
https://abest.com.br/wp-content/uploads/2026/06/capa2.jpg7001000abehttps://abest.com.br/wp-content/uploads/2024/06/abest-logo-300x227.pngabe2026-06-17 19:05:352026-06-18 21:37:22Moda brasileira na Miami Swim Week: expectativa de negócios supera US$ 4,7 milhões
Um grupo com 46 marcas brasileiras de beachwear desembarca, nos próximos dias, em território americano. Elas apresentam suas coleções na Swim Week – série de eventos voltados para esse segmento em Miami, nos Estados Unidos.
Clique aqui e confira nosso catálogo com as marcas:
Com o apoio do Texbrasil (Programa de Internacionalização da Indústria Têxtil e de Moda Brasileira), uma parceria entre a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) e a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), 18 marcas de beachwear expõem seus produtos na SwimShow – considerada uma das mais tradicionais e relevantes feiras de moda praia no mundo. São elas: Akera, Constantinopla, Das Meninas, Falésia Carioca, Ga-Há, Guilff, Guria Beachwear, Jungle Society, Karla Vivian, Kopsch, Lybethras, MOS Beachwear, Nidas, Planet Sea, Rio de Sol, Rygy, Silvia Schaefer e Zillê Rio. O evento acontece entre os dias 30 de maio e 1 de junho, no Miami Beach Convention Center.
Simultaneamente à SwimShow e no mesmo local, duas outras empresas do Brasil marcam estreia na Curve Miami também com o apoio do Programa Texbrasil: Mari M e Plié.
Além disso, no mesmo período, outras 25 empresas brasileiras estarão na Cabana Show apoiadas pelo Fashion Label Brasil, Programa de Internacionalização da Moda Brasileira de valor agregado, criado pela ABEST (Associação Brasileira de Estilistas) em parceria com a ApexBrasil: Água de Coco, Catarina Mina, Cecília Prado, Cristina Sabatini, Despi, Dress To, Empress, Gapaz, La Sirène, Lavish, Lenny, Lis Fiaschi, Maria Pavan, Melissa, Naked, Osklen, Patbo, Serpui, Sinesia Karol, Sophia Hegg, Ventura Eyewear, Vix, Waiwai, Yukio e Zoew. A feira reúne marcas e varejistas em sua maioria americanas, com foco em design e moda autoral para atender aos compradores de famosas boutiques e lojas de departamentos do mundo todo, principalmente provenientes da América do Norte e Central.
Durante os três dias em que acontecem esses eventos, os compradores poderão explorar uma variedade produtos nas categorias beachwear, resortwear, underwear, calçados, bolsas, acessórios e lifestyle. São cerca de 800 expositores de mais de 10 países diferentes, como Brasil, Estados Unidos, Colômbia, Peru, Alemanha, Itália e Polônia, entre outros. A expectativa dos organizadores é receber mais de 7,5 mil participantes, incluindo compradores, imprensa/mídia, patrocinadores e profissionais da indústria de mais de 60 países.
Outra ação inédita marca essa edição da Swim Week: pela primeira vez, a Colombiamoda Miami abre portas para marcas de outros países e o Brasil é convidado, sendo representado pela Borana, também por meio do Texbrasil. O evento será realizado no Throw Social, entre os dias 27 e 29 de maio.
“A moda praia brasileira se destaca pela alta qualidade dos produtos, pela criatividade que traduz a identidade do país e por um padrão de excelência reconhecido internacionalmente. Esses atributos reforçam a competitividade das marcas nacionais e consolidam o Brasil como referência global nesse segmento”, afirma Lilian Kaddissi, superintendente de Marketing e Negócios da Abit.
“A Cabana se consolidou como uma das principais vitrines internacionais para o beachwear premium, reunindo marcas que se destacam pelo DNA criativo, handmade e peças autorais. É muito gratificante ver a moda brasileira conquistar cada vez mais espaço e reconhecimento internacional, integrando essa curadoria tão respeitada que evidencia a evolução e o prestígio do design nacional no exterior”, comenta Aurea Yamashita, Gestora de Projetos Internacionais da ABEST.
Sobre a Abit
A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), fundada em 21 de fevereiro de 1957, é uma das mais importantes entidades dentre os setores econômicos do País. Representa a força produtiva de 25,7 mil empresas instaladas por todo o território nacional, de todos os portes, que empregam mais de 1,34 milhão de trabalhadores e geram, juntas, um faturamento anual (em 2024) de R$ 221 bilhões.
Sobre o Texbrasil
O Programa de Internacionalização da Indústria Têxtil e de Moda Brasileira (Texbrasil) atua junto às empresas do setor têxtil e de confecção no desenvolvimento de estratégias para conquistar o mercado global. Ao longo de mais de 25 anos, já auxiliou cerca de 2 mil marcas a entrar na trilha da exportação, conquistando US$ 11 bilhões em negócios. O Programa é realizado por meio de uma parceria entre a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) e a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).
Criada em 2003, a Associação Brasileira de Estilistas tem como objetivo fortalecer e promover o design e a moda autoral brasileira. Sua principal proposta é auxiliar o desenvolvimento de marcas brasileiras de alcance internacional e promover o lifestyle brasileiro, contribuindo assim para o crescimento de todos os segmentos vinculados à moda.
A associação funciona como um ambiente de troca de informações e experiências entre seus associados e atua no atendimento às suas necessidades individuais através da capacitação; do fornecimento de dados de mercado; da promoção de seus produtos; e da identificação de oportunidades de negócios no Brasil e no exterior.
Sobre o Fashion Label Brasil
É o Programa de Internacionalização da Moda Brasileira de Valor Agregado, da ABEST | Associação Brasileira de Estilistas, criado há mais de 20 anos em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), conta atualmente com cerca de 180 marcas participantes, sendo 85% marcas lideradas por mulheres e 40% possuem práticas sustentáveis & eco-friendly. Com a proposta de posicionar a moda brasileira no exterior, valorizando a imagem de um Brasil inovador e contemporâneo.
Marcas interessadas devem entrar em contato com a área de Relacionamento: Claudia@abest.com.br.
Sobre a ApexBrasil
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira, entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil.
A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.
Yasmine Paranaguá e as bolsas da marca fundada por sua avó, Glorinha Paranaguá. Foto: Divulgação
A neta de Glorinha Paranaguá, Yasmine Paranaguá, eleva o legado da marca a novos patamares
O universo da marca Glorinha Paranaguá mistura belezas concretas e amores familiares. Observar os produtos refinadamente curados e saber das origens eleva a experiência de moda. Os históricos bambus, material das bolsas icônicas, são herança de um gosto de Glorinha, sua fundadora. Tudo começa numa boutique em Ipanema, nos anos 90. Um ponto de encontro charmoso e autêntico, artesanal e ao mesmo tempo muito cosmopolita. A partir desta boutique a empresa cresceu e hoje é um exemplo de projeção internacional da moda brasileira. Assim nascem os luxos, peças criativas de uma originalidade particular que ganham o mundo por sua excelência. Glorinha já tinha corrido o mundo (o marido, Paulo, era diplomata) e colecionado vivências no Marrocos, Áustria, Kuwait, França, Argentina e outros lugares. E nessas andanças levou – e elevou – o valor da matéria prima brasileira.
Três décadas depois, temos outra fotografia da marca – com o mesmo estilo, mas a família cresceu. A neta de Glorinha, Yasmine Paranaguá, primeira herdeira mulher numa família de filhos homens, se forma em Design e tem o gosto fashion cosmopolita da avó. Naturalmente, assume a direção criativa da marca. A mãe de Yasmine, Naná, nora de Glorinha, já tinha se juntado à equipe – um encontro entre sogra e nora apaixonadas pelo saper fare da moda. Este trio de mulheres é a base do DNA da marca até hoje. Entre compromissos nacionais e internacionais Yasmine Paranaguá conversou com Fashion Label Brasil.
A Glorinha Paranaguá já atravessou três gerações. Como você enxerga essa herança e a responsabilidade de dar continuidade ao legado da sua avó?
Eu cresci no meio da empresa, sempre acompanhei muito a minha avó desde cedo. A gente morava perto, fazia tudo juntas. Minha avó só teve filho homem, então ser a primeira neta mulher e sempre ter gostado desse mundo, desse universo, nos aproximou.
Outra coisa bacana é a relação da minha mãe e da minha avó — nora e sogra, né? Elas sempre tiveram uma afinidade enorme porque se encontraram e tinham um gosto muito parecido. Acho que a minha mãe estar dentro da empresa e participar foi um presente para a minha avó, e eu sinto que para mim também. Minha mãe, além de mãe, é meu super braço direito, me ajuda. Temos uma sinergia enorme trabalhando juntas. Vejo como um privilégio dar continuidade à marca que é a Glorinha Paranaguá.
“Eu cresci dentro da empresa, acompanhei minha avó desde cedo”, Yasmine Paranaguá. Foto: Divulgação
O que mudou no DNA da marca desde a sua fundação?
O DNA da marca é muito forte e marcante, e a gente faz questão de mantê-lo. Acho que é isso que faz a marca ser o que ela é, que permite que o produto seja identificado.
O que mudou é que agora existe uma cabeça nova, jovem, que morou fora e que quer trazer novidade, quer adicionar, quer somar. Além disso, eu penso muito na funcionalidade; sou mãe, estou sempre andando com criança. Então, como ter uma bolsa que eu possa usar arrumada, mas que também eu possa carregar sem que me atrapalhe? É sobre como adicionar elementos e uso para a bolsa e para a funcionalidade dela. Acho que essa é uma mudança legal que veio com a minha entrada.
Eu também trago esse universo dos bordados para a marca, pois eu gosto de bordar, fiz curso de formação e continuo estudando. A gente desenvolve as ideias juntas e, muitas vezes, eu faço a primeira aplicação. Então, sinto que esse mundo mais bordado veio com a minha entrada na marca.
Como você traduz a tradição para o público contemporâneo?
Eu vejo a tradição no sentido de passar de mãe para filha e de permitir que diferentes gerações possam usar o mesmo produto em looks completamente distintos.
Acho que isso é, no fundo, reutilizar, né? E, para um público contemporâneo que busca aproveitar ao máximo o que tem — e que se preocupa em gerar menos lixo e consumir de forma mais consciente —, essa durabilidade e versatilidade são muito bem-vindas.
“A bolsa de bambu é um verdadeiro ícone para nós, é o nosso carro-chefe”, Yasmine Paranaguá. Foto: Divulgação
Você morou em Singapura e em Xangai. Como essa vivência na Ásia influenciou seu olhar criativo e estético?
Eu morei em Singapura e em Xangai, e amei morar na Ásia. Acho que essa experiência abriu uma porta para entender o Oriente. Pude trazer técnicas e observar essa parte cultural. Eles dão muito valor ao que foi feito, ao que já existe, e a hierarquia é muito respeitada por lá. Acho isso muito bonito, e vejo que essa vivência se enraiza no meu trabalho.
Além das influências criativas e estéticas, a Ásia me trouxe muitos insights comportamentais. Pude entender a dinâmica de cada país, o comportamento e a forma como eles estão se readaptando. Tudo isso foi uma bagagem enorme para mim.
Há elementos da cultura asiática que você incorporou ao processo de design ou identidade da marca?
Acho que tudo isso se conecta com o comportamento: há um lado que o público asiático aprecia muito: o trabalho manual, o handmade, e o tempo que você dedicou para fazer. Lembro que no Lesage, por exemplo, havia muitos alunos japoneses, porque eles dão um valor enorme a essa obra de arte feita manualmente, especialmente nos bordados.
Fotos: Glorinha Paranaguá @glorinhaparanagua
De que maneira a experiência internacional impactou também a forma de gerir a marca, além da criação?
Acho que essa experiência de morar fora traz muita bagagem e, no meu caso, me deu uma independência importante para entender o mercado profissional, o começo da vida, família, tudo. Traz experiência em todos os sentidos: de estar fora do seu país, do seu conforto, e de não ter a família por perto.
Então, acho que essa vivência não foi só crucial para a criação da marca, mas também para mim como ser humano e indivíduo. E, sim, eu acredito que isso se reflete na empresa também.
Em termos de presença física, hoje a marca está em quantos pontos de venda?
Nós temos dois pontos de venda próprios: lojas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Vendemos para o Brasil inteiro e também para o mercado internacional, e pretendemos expandir cada vez mais essa atuação. Em termos de clientes multimarcas, temos uma média de 30, 35 clientes distribuídos pelo Brasil e no cenário internacional.
Fotos: Glorinha Paranaguá @glorinhaparanagua
Quem costuma se identificar mais com a marca no Brasil? E, quando falamos do público internacional, você percebe perfis distintos?
Acredito que os perfis de clientes que se identificam com a marca, tanto no Brasil quanto no exterior, são muito parecidos. São pessoas que apreciam o handmade, que valorizam uma marca com um cuidado mais autoral e que tenha um diferencial. É um público que não sente a necessidade de expor uma grife, mas que exige um produto com acabamento bem-feito. Além disso, estamos cada vez mais buscando trazer um mix de produtos que permita à nossa cliente usar a bolsa em diferentes ocasiões.
Quais materiais você utiliza com mais frequência e como define o processo de design? São muitas pessoas envolvidas? Você segue alguma rotina de pesquisa?
Os materiais mais frequentes são o bambu, que é a nossa marca registrada. Eu e minha mãe gostamos muito de fazer uma mistura de materiais, achamos isso muito rico. Sempre temos a combinação de bambu com couro, e a palha entra em momentos diferentes; no inverno, usamos veludo, por exemplo, brincando com esses tecidos e fazendo misturas inusitadas. Na parte da criação, basicamente somos eu e minha mãe. A produção é terceirizada, e a equipe está dividida entre São Paulo e Rio. A rotina de pesquisa é feita de forma conjunta e separada, buscando referências na internet, em desfiles, viagens e exposições.
Fotos: Glorinha Paranaguá @glorinhaparanagua
A bolsa de bambu é um ícone da Glorinha Paranaguá. Como você mantém esse clássico vivo sem perder a inovação?
A bolsa de bambu é um verdadeiro ícone para nós, é o nosso carro-chefe. É um clássico, totalmente atemporal. A partir dela, desenvolvemos toda a nossa linha de bambu. Além do bambu, que continua sendo um best-seller, temos outras peças ícones: as bolsas de couro estão em alta, as nossas pochetes com botão de bambu e o trabalho com crochê, que a gente adora, feito manualmente.
Quais eventos internacionais foram marcantes para a marca? Já participaram de feiras internacionais? Quais?
Minha mãe e minha avó já participaram de algumas feiras. Em outubro de 2019, nós participamos da feira Coterie em Nova York. Tivemos que dar uma pausa por conta da pandemia, mas pretendemos retomar no próximo ano, com planos de explorar e participar de mais feiras na Europa.
Fotos: Glorinha Paranaguá @glorinhaparanagua
Quais os próximos passos em relação à expansão nacional e internacional?
Acho que expandir é sempre o caminho, né? O foco é em nos tornarmos mais conhecidos e aumentar o nosso alcance de vendas, tanto a nível nacional quanto no mercado internacional.
O que podemos esperar da marca nos próximos anos?
Gostamos de ter um flerte com o novo, mas também de fazer resgates. Acredito muito em collabs, então estamos sempre pensando e buscando qual será a próxima parceria que faremos. E, claro, o plano é continuar expandindo, crescendo, vendendo, criando e trazendo bolsas lindas para nossas clientes.
Por Juliana Lopes, editora da Fashion Label Brasil. @j.u.lopes
Falar de handmade brasileiro é mergulhar num território de pesquisas, de buscas, logística e, claro, expertise para lidar com matéria-prima de forma sustentável. Este é o desafio da Catarina Mina, marca fundada por Celina Issa em 2014 e “imaginada” desde 2005, nos tempos de faculdade.
Conversar sobre a marca Catarina Mina é conferir o tanto que suas peças são inesquecivelmente brasileiras. A escolha de cores, a artesanalidade, texturas e um balanço que só mesmo uma marca tropical consegue. Mas estamos falando de moda, e por isso, não basta apenas um modo de fazer, é preciso estar conectado com o gosto do momento. A designer contou para nosso site um pouco da história da marca, que começou com bolsas e acessórios e hoje produz roupas e linha home.
A Catarina Mina vende hoje principalmente no e-shop, nacional e global, em multimarcas nacionais e em três lojas próprias físicas no Brasil: duas em SP e uma em Fortaleza. Exporta para 17 países, mas a ideia é expandir ainda mais, sem perder a mão sustentável e o gosto brasileiro.
Vocês participaram recentemente da exposição Brazilian Creating for Tomorrow em Londres. Como foi que tudo aconteceu? Quais as percepções o público teve, segundo o que vocês sentiram?
A gente recebeu esse convite, com muita alegria, e logo isso ativa em nós um senso de responsabilidade enorme. Recentemente, fomos certificados pelo Sistema B e é impressionante como uma chancela internacional deste peso faz com que a gente sonhe ainda mais alto, queira galgar ainda mais espaço no mercado da moda de impacto. Estar em Londres no BCFT foi importantíssimo. O evento faz parte da Climate Week, um evento super alinhado com nosso propósito, que é o de buscar soluções pro futuro, de fazer a nossa parte nesse caminho. Expomos peças feitas com borracha da Amazônia, que simboliza também a gente chegando a outras fronteiras, mais longe do nosso lugar de origem, que é o Ceará. Direto do pulmão do mundo, o látex é uma das matérias-primas em que temos nos aprofundado.
A gente sente que o público se orgulha muito em ver que no Brasil há iniciativas como esta e que a gente aproveita a nossa diversidade de clima, de gente, de talentos, para tentar construir um futuro possível.
Vocês já participaram de feiras internacionais? Quais? Conte-nos alguma dessas experiências. Vocês já estiveram em algum projeto com apoio da Abest/Apex (FLB)? Como foi?
Sim! Estreamos em feiras internacionais ainda em 2016. Estivemos na Who’s Next em Paris algumas vezes, na Cabana, em Miami e NY, na Coterie, na Premiere Classe e na Splash.
Poderiam falar sobre a experiência de fazer um desfile? O que acham dessa ferramenta de comunicação?
Um desfile é o ponto alto de uma marca de moda… omomento do show. É um desafio complexo, porque é preciso contar na passarela uma história que, no nosso caso, é cheia de personagens importantíssimos (as artesãs), tipologias riquíssimas, patrimônio histórico imaterial, tanta coisa… Mas é prazeroso demais. O styling, a montagem, a escolha dos looks, a maquiagem, o line up, as modelos. Eu particularmente adoro e me sinto cada ano um pouco mais à vontade para desenvolver esse tipo de narrativa. Eu diria que a Catarina Mina hoje adora a passarela. Este ano já estivemos no maior evento de moda autoral da América Latina, que aconteceu na nossa cidade Natal, Fortaleza. Mas já desfilamos no SPFW e na Milão Fashion Week.
Em quais lugares a marca costuma apresentar as coleções?
Hoje estamos em showrooms fora do Brasil. Um que atende os EUA e ativa parcerias com outros na Espanha e Grécia. Além das feiras e desfiles, claro.
Gostaríamos de saber um pouco da trajetória da marca, como foi concebida e quanto tempo demorou para se estabelecer.
A marca foi concebida entre 2005 e 2006, e nesse começo, criava bolsas com tecidos, era uma fase mais experimental. Foi fundamental pra mim começar pequena, artesanal, com pequenas tiragens, e ir entendendo o mercado aos poucos. No começo fazia muitos pedidos de atacado em formato private label, e aprendi a trabalhar com marcas nacionais de destaque, que exportavam, inclusive. Esse foi outro grande aprendizado. Entre 2008 e 2013 trabalhamos com o crochê e fomos desenvolvendo grupos de artesãs, associações, uma relação num mercado novo, para que pudéssemos conhecê-lo, experimentá-lo. E foi lindo. Nessa época eu fazia mestrado em Comunicação na Universidade Federal do Ceará e estudava os modos coletivos de produção. Foi fundamental para entender que a moda que eu queria fazer era diferente do que se via. Neste começo a marca se traduziu em um projeto que era mais colaborativo, mais coletivo do que as outras empresas que eu conhecia até então.
Só em 2014 é que decidi encarar o varejo de frente, e começar a trabalhar a marca Catarina Mina para ser o que o mundo consegue enxergar hoje: uma marca feita à mão, premium, brasileira, de qualidade, de impacto.
Atualmente quantas lojas e pontos de venda a marca tem?
Temos 3 lojas próprias no Brasil, duas em SP (em Pinheiros e no JK Iguatemi) e uma em Fortaleza, onde também fica parte do nosso ateliê. O e-shop também é um ponto de venda muito forte, que tem um público específico e por meio do qual a gente chega em cada cantinho do Brasil e do mundo. Temos também um e-shop global.
Qual o tipo de público que gosta da marca no Brasil? E fora do Brasil você vê diferença?
Não vejo muita diferença entre o público que gosta da marca no Brasil e fora dele. Ele é diverso, e acho que o que o conecta é ser composto principalmente de mulheres, que dão valor ou gostam de carregar o handmade. Gostam da linguagem, da textura, acham bonito, acham que tem interessância no handmade. Isso me agrada. Pensar que consigo atingir um público que me entende na essência e principalmente gosta dessa essência.
Vocês pretendem expandir a marca no âmbito internacional? Poderiam nos explicar essas intenções?
A história da marca no internacional começou como começou no nacional: a gente foi entendendo, galgando, conquistando, passo após passo. Agora, com alguns pontos de venda consolidados, especialmente na Europa, a gente sonha em abrir uma loja física numa capital europeia, que receba turistas do mundo inteiro, que tenha fluxo, e que reconheça a Catarina Mina como uma marca brasileira, sim, mas sem fronteiras. Quem arrisca adivinhar que capital é essa? Eu por enquanto não posso dizer! (risos)
Quais as práticas dentro do tema sustentabilidade costumam seguir? É um desafio? Pretendem aumentar essas práticas?
Sem dúvida é um desafio, porque é um investimento, e todo investimento é desafiador. Mas a gente costuma dizer aqui que não escolhe entre lucrar e impactar, não precisa escolher, a gente quer os dois, faz questão dos dois. Nos últimos dois anos estivemos organizando dados dentro da empresa, a fim de registrar formalmente tudo que fizemos de 2014 até aqui em termos de impacto nas comunidades, no meio ambiente, no trabalho com minorias. Fundamos um setor de impacto, que hoje congrega um time que passa todo o tempo disponível para esse assunto, respirando o impacto social. Entre 2023 e 2025 estivemos completamente focados na conquista pelo SELO B, uma certificação internacional que queríamos muito. Ele veio, e com ele a responsabilidade de continuar crescendo nesse sentido, então, sim, pretendemos aumentar essas práticas, sempre.
Com quais matérias primas costumam trabalhar? Como define o processo de design?
Priorizamos sempre as matérias-primas naturais e brasileiras para cumprir nosso propósito de sustentabilidade. Há algodão puro, algodão orgânico vindo da Paraíba, palha de seda vinda do Sul, borracha da Amazônia, fibras naturais como carnaúba, bananeira, croá, linho puro, rami, metais brasileiros. É uma grande miscelânea criativa de soluções, num mundo que hoje tem que lidar com o excesso de produção, com as escalas gigantescas do fast fashion, com a escassez de recursos, com a desigualdade social. É um desafio. Mas, sim, a gente tem esse propósito definido e está sempre em busca do alinhamento com ele.
Qual produto é o best seller da marca?
Preciso falar de dois: a Cantiga, que é a primeira bolsa de muitos clientes quando começam a comprar na Catarina Mina, uma bolsa que é feita desde 2011. Isso pra mim é um valor enorme, uma bolsa que perpassa coleções, atravessa o tempo, num mercado que vende tanto a perecibilidade. Ela é sem dúvida um best seller. Mas recentemente uma bolsa pequenina e também muito mimosa (e jovem) passou dela: a Pouch Cafuné, uma pochete que a maioria das pessoas usam na transversal, junto ao corpo. Ela é informal, jovem, simples, sem tantos detalhes e com um design brilhante. Fico pensando que a Catarina Mina pode ter essas duas vertentes: uma mais sofisticada, com metais, com alças adaptáveis, com mais robustez, e uma mais leve, mais prática, mais simplificada. Tem moda pra todos os gostos, desde que seja handmade.
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Por Juliana Lopes, editora da Fashion Label Brasil. @j.u.lopes
Fotos: Divulgação Catarina Mina
https://abest.com.br/wp-content/uploads/2025/07/destaque.jpg7001000abehttps://abest.com.br/wp-content/uploads/2024/06/abest-logo-300x227.pngabe2025-07-30 14:13:082026-07-22 18:28:06Conversando com Catarina Mina: Nas mãos do Brasil
Falar sobre marcas Made In Brazil é muito mais complexo do que se imagina: uma maravilhosa complexidade, aliás, cheia de diversidades e modos diferentes de trabalhar. Um país continental tem muitas caras, cores, bairros e histórias e a Ventura nos conta sua narrativa original nesta entrevista com Flávio Ventura, .
A marca Ventura pelo mundo
Vocês costumam participar de feiras internacionais? O apoio da Fashion Label Brasil – Abest é relevante para a Ventura?
Durante o começo da Ventura, fizemos inúmeras feiras pelo Brasil, divulgando a marca e abrindo pontos de venda, mas o mundo e o mercado mudaram, e foi recentemente que decidi reabrir esse braço que já nos trouxe tanto retorno. Após o sucesso em Lisboa e José Ignácio, senti que era hora de contar com o apoio da Fashion Label Brasil – Abest para aumentar nossa presença mundo afora.
Desde quando retomou este interesse em expandir para fora do Brasil?
Desde o fim do ano passado o foco está totalmente voltado para o exterior. Comecei abrindo pontos de venda através de contatos diretos, em lojas que tivessem a mesma proposta da marca, e assim estamos crescendo. Quando senti que isso só ia aumentar, contratei uma consultoria de vendas e marketing internacional para nos guiar nessa nova proposta e mercado, e entender qual o melhor caminho a seguir. Fiz o shooting desse novo direcionamento e agora estou negociando com três feiras, duas em Paris e uma em Milão, para aí sim, apresentar nossa melhor versão para as boutiques, multimarcas e óticas do mundo.
Vocês já estiveram em algum projeto com apoio da Fashion Label Brasil – Abest?
Tivemos uma experiência com a Fashion Label Brasil – Abest no fim do ano passado, quando fui convidado para participar de um evento em que levaram compradoras internacionais de lojas incríveis. Receber o feedback positivo sobre o design, cores, qualidade e história da marca foi uma experiência que nos trouxe muita confiança e segurança para apostar nessa expansão.
Identidade Ventura
Como vocês definem a identidade da marca?
Principal característica do nosso DNA é oferecer óculos com design ousado e qualidade artesanal, produzidos em pequenas quantidades para atender às exigências dinâmicas do mundo da moda. Diferente das marcas tradicionais de óculos, que operam com processos rígidos e grandes tiragens, a Ventura traz inovação e flexibilidade, criando coleções exclusivas adaptadas à identidade única de boutiques multimarcas. Com uma herança sólida em óculos feitos à mão e uma abordagem ousada ao estilo, a Ventura transforma óculos de sol em acessórios personalizáveis e de alto impacto, que enriquecem o mix de produtos no varejo e inspiram a expressão individual.
E como os estrangeiros recebem esse DNA?
Uma coisa que sempre falam da Ventura é como é impressionante a variedade de modelos e cores que temos em linha. Por também termos o lado ótico, e não só a moda, preciso ter modelos que atendam a todos os formatos de rosto e a diferentes graduações.
Qual foi a estratégia para a curadoria da coleção já com foco internacional ?
Nesse novo posicionamento internacional escolhi alguns modelos best-sellers em variações de cores únicas, e chamei de coleção DNA Ventura. E para complementar, desenhei uma coleção limitada feita em uma chapa de acetato italiano exclusivo, que chamei de OpArt, baseado no movimento de arte dos anos 60. Essas duas linhas serão as estrelas de nosso novo capítulo.
A origem de tudo
Gostaríamos de saber um pouco da trajetória da marca, como foi concebida e quanto tempo demorou para se estabelecer.
Minha família está no ramo ótica desde 1945 quando meu avô abriu sua primeira loja. Em 1988, meus pais Deborah e Francisco perceberam a demanda por produtos com design diferenciado a preços mais acessíveis e foi numa casa elegante dos Jardins, endereço que estou até hoje, que criaram a primeira boutique de óculos no Brasil, onde o universo da moda os impulsionou. Minha mãe criou um ambiente familiar com arquitetura clean, com cara de casa e até hoje a loja tem este ambiente acolhedor. Nossos óculos sempre estiveram em várias edições da São Paulo Fashion Week, durante anos estávamos junto de pelo menos dez marcas nas passarelas.
Quais os principais atributos dos óculos da Ventura?
A Ventura apresenta um produto com design brasileiro, feito à mão, desenvolvido com chapas de acetato italiano Mazzuchelli e lentes alemãs com proteção UVA/UVB. E agora que assumi a marca, consegui trazer novos designs, tecnologias e ações, somados a nossa história de 80 anos, fazendo da Ventura um marco na cidade de São Paulo.
Vocês têm feito collabs com marcas e influenciadores?
Revolucionamos o mercado com linhas exclusivas, como peças em tecido numeradas, que rendeu uma collab com a marca inglesa Basso&Brooke, além de collabs com artistas e influenciadores, como Marília Gabriela e Anna Fasano, e marcas como Misci, Lino Villaventura, Adriana Degreas, Amém, FRNC e Lenny.
Família Ventura: a base do negócio
Vocês transmitem uma conexão entre a marca e os clientes, pelo lifestyle e pelo atendimento. Desde quando vocês trabalham assim?
Desde o começo da Ventura sempre fomos muito próximos dos nossos clientes, eles são parte da nossa família. Essa proximidade faz com que todos façam questão de passar aqui para nos ver. Tivemos loja dentro da Daslu por mais de 15 anos e aprendemos muito com a Eliana Tranchesi, cada detalhe é importante. Então hoje foquei em nossa loja aqui no Jardins, onde sempre tem alguém da família para receber os amigos, e mais de 20 pontos de venda no Brasil e no mundo, além do nosso ecommerce, que entrega para qualquer lugar.
Vocês pretendem abrir um novo espaço em São Paulo?
Em breve vou inaugurar a parte eyewear na Cidade Matarazzo, um novo marco em São Paulo e na minha história. Fiquei muito honrado com esse convite, meu primeiro projeto solo em um ponto tão importante na cidade e com certeza trarei o que tem de mais exclusivo e fashion para dentro desse espaço incrível.
Produção e sustentabilidade
Quais as práticas dentro do tema sustentabilidade costumam apresentar? Com quais matérias primas costumam trabalhar?
Trabalho com chapas de acetato italiano. O acetato é um material reciclável e eco-friendly, já que é derivado do algodão, e ele não apenas reflete um senso de moda refinado, mas também um comprometimento com a preservação do meio ambiente. É uma maneira consciente e estilosa de expressar a preocupação com a sustentabilidade, sem comprometer a qualidade e o glamour associados a alta qualidade. A produção do acetato italiano envolve o uso de materiais reciclados, biodegradáveis ou provenientes de fontes renováveis. Isso contribui para a redução da pegada de carbono e promove a economia circular, minimizando resíduos e consumindo menos recursos. Os óculos de acetato italiano muitas vezes são concebidos com um design atemporal, visando a durabilidade e resistência. Isso vai ao encontro da filosofia de consumo consciente, incentivando os consumidores a investirem em peças que resistam às tendências efêmeras.
Como define o processo de design?
Temos um banco de dados familiar com modelos que atravessaram gerações. Os dois mundos, o fashion e a saúde ocular sempre foram um desafio. Quando desenho nossos óculos, sempre trago os elementos clássicos e a linguagem dos nossos modelos originais. Refletir isso nas peças é a maior herança que as gerações passadas me deixaram. Toda a produção, tanto dos óculos, como das lentes, é acompanhada por nós em cada detalhe, para que chegue na ponta final com o melhor resultado estético e técnico.
Quais produtos são os best sellers da marca?
Na campanha DNA escolhi peças que são a marca registrada quando pensam na Ventura. Redondos, gatinhos, quadrados, em variações de cores que transmitem essa nova fase. Sinto que a coleção tem o mix completo para quem busca produtos autorais, únicos, artesanais, com a bossa brasileira e a qualidade ótica.
Óculos são a cara da moda
Qual o papel dos óculos na construção de um look de moda?
Os óculos contam uma história, falam quem você é, o que você quer passar, como está o seu humor. Quem usa um Ventura sabe quando outra pessoa está vestindo Ventura. São mais do que um par de óculos, são uma parte de São Paulo, uma parte da história, da nossa herança, da nossa família, e essa atenção a todos esses detalhes atemporais, é o que faz a Ventura especial. Ouço sempre no dia a dia, quando as pessoas vestem meus óculos, a frase “Com certeza são os melhores óculos que eu já tive”! E isso não tem preço.
Raio X da marca
Nome: Ventura
Segmento em que atua: Óculos
Onde vende: loja física em São Paulo (R Bela Cintra, 1845, Jardins) e pontos de venda em cidades como Rio de Janeiro, Salvador, Lisboa, Singapura, José Ignácio e Bahamas.
Onde é produzida: Feito (à mão) no Brasil
Ano de fundação: 1988
Site oficial: www.oticaventura.com.br
Instagram: @oticaventura
Por Juliana Lopes – jornalista de Moda e consultora. @j.u.lopes
No dia 04 de junho de 2025, no Caté de l’Homme, em Paris, celebramos a força da criatividade feminina no evento Brasil, Criativo por Natureza — uma iniciativa apresentada por @ApexBrasil e @ABESTOficial.
Com a presença das Primeiras-Damas do Brasil e da França, o evento destacou a moda, a arte e a cultura como ferramentas para ampliar a presença global das marcas brasileiras, com labels lideradas por mulheres incríveis: @angelabritobrand, @catarinamina (de Celina Hissa), @flaviaaranha_, @marinabitu e @neriage (de Rafaella Caniello).
A noite também contou com a presença de compradores internacionais, diretores criativos de grandes maisons, profissionais de relações públicas, editores de moda e nomes importantes do circuito fashion global.
Com curadoria de @oliviamerquior e @brunosimoes.atelie e uma experiência gastronômica assinada por @chefmorenaleite, o evento revelou a força criativa do Brasil.
Agradecimento especial à produção executiva e criativa de @jonathan_marquesdafonseca e ao styling cuidadoso de @ludatonseca.
https://abest.com.br/wp-content/uploads/2025/06/de.jpg7001000abehttps://abest.com.br/wp-content/uploads/2024/06/abest-logo-300x227.pngabe2025-06-13 12:13:322025-06-22 16:17:55Moda Brasileira Chega a Paris
Ainda na agenda realizada em Paris nessa semana, @AbestOficial marcou presença junto as demais entidades que também possuem projetos setoriais com a @ApexBrasil: @Abit_Brasil, @Abicalcadosoficial, @AbihpecOficial, and @BrazilianLeather no Fórum Econômico Brasil-França, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Esse encontro foi um ponto estratégico na aproximação entre os dois países.
Durante o evento, destacou-se a importância do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, também sobre a união dos dois países no combate à mudança climática, entre os principais ganhos do Fórum.
Existem muitas modas pelo mundo mas definitivamente a moda beachwear vibra no nosso DNA. Com mais de 7 mil quilômetros de uma costa litorânea ricamente diversa, nosso Brasil é um país de praia: descontraído, solar, criativo. Nosso talento para construir o design perfeito para curtir beiramar é uma de nossas tantas excelências. Por isso, incentivamos e acompanhamos as 43 marcas brasileiras de beachwear que estarão na Miami Swim Week 2025 – nas feiras Cabana Show e SwimShow.
A semana de moda praia de Miami será realizada em pleno verão americano: de 31 de maio a 2 de junho. Época de altas temperaturas, presenças de turistas e compradores do mundo todo que buscam novidades. A concorrência é grande mas no setor evolui a cada ano e as empresas do setor ganham espaço no mercado.
Cada uma das 43 marcas de Norte a Sul do Brasil são apoiadas pelos programas de internacionalização pelo Fashion Label Brasil e Texbrasil. Esses programas de apoio são realizados com parcerias entre a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e as associações Abest (Associação Brasileira de Estilistas) e Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção).
Cabana Show
“A Cabana Show é uma das feiras de moda praia premium mais respeitadas do setor e cobiçadas pelos designers, reconhecida por sua curadoria altamente criteriosa. É com enorme satisfação e orgulho que acompanhamos, a cada edição, o crescimento no número de marcas brasileiras de beachwear e resort selecionadas para o evento, ampliando sua presença no mercado internacional”, diz Aurea Yamashita, Diretora de Promoção e Negócios Internacionais da ABEST.
Nesta edição Fashion Label Brasil apoiará 24 marcas: Água de Coco, Catarina Mina, Cecilia Prado, Cristina Sabatini, Despi, Dress To, Gapaz, La Sirene, Lavish, Lis Fiaschi, Lenny Niemeyer, Maria Sanz, Melissa, Nau Bikinis, Parioca, Patbo, Serpui, Sinesia Karol, Sophia Hegg, Triya, Vix, WaiWai, Yukio e Zoew.
Swimshow
“A Miami SwimShow é um dos eventos mais relevantes do calendário da moda praia, reunindo empresas, jornalistas e compradores internacionais. Estaremos presentes com uma seleção de produtos de qualidade, contribuindo para reforçar a presença da moda praia brasileira no mercado global.”,comenta Lilian Kaddissi, Superintendente de Marketing e Negócios da Abit.
As marcas brasileiras carregam DNA brasileiro mas os estilos são diversos. A Yukio, por exemplo, inspira uma moda mais intensa e glam, com estampas animais e brilhos. A Catarina Mina traz uma informação mais solar e rústica, com peças feitas à mão em tricot. O lifestyle inspirado por La Siréne tem um certo gosto europeu de resortwear, com modelagem e recortes marcantes em biquínis, bodies e vestidos. Parioca é a pura alma fashion do carioca easy-chic, confortável e alegre. Cada marca conta uma história e apresenta sua proposta.
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Por Juliana Lopes – jornalista de moda e consultora @j.u.lopes
https://abest.com.br/wp-content/uploads/2025/07/miami.jpg7001000abehttps://abest.com.br/wp-content/uploads/2024/06/abest-logo-300x227.pngabe2025-06-02 11:42:542025-07-08 11:44:09Miami Week: Moda brasileira desembarca com 43 marcas na semana de beachwear