A marca ÁGUA DE COCO Por Liana Thomaz lançou o projeto ÁGUA PARA FORTES, cujo compromisso é reconhecer os profissionais que estão na linha de frente no combate ao Covid-19.
Para isso, a marca comprou mais de 10 toneladas de coco de pequenos produtores locais e estão doando para a hidratação desses profissionais. A marca criou também o Coco Solidário, onde toda arrecadação será destinada a hidratação das equipes de saúde e para a compra de alimentos para a família de vendedores ambulantes de coco das praias.
Acesse: diasmelhoresverao.com.br e doe. Ajude quem mais precisa neste momento.
https://abest.com.br/wp-content/uploads/2021/01/d-21.jpg7001000abehttps://abest.com.br/wp-content/uploads/2024/06/abest-logo-300x227.pngabe2020-05-23 20:43:002024-06-01 12:55:24ÁGUA DE COCO por Liana Thomaz lançou o projeto ÁGUA PARA FORTES
Em função do coronavírus (Covid-19), o mundo parou: trocamos os escritórios por home office, crianças agora fazem aulas online e grande parte dos varejistas precisaram fechar as portas. Mas, e quando tudo voltar ao (novo) normal? Como será a retomada de atividades e circulação social? Como o varejo, em especial o de moda, deve se adequar em questões de higiene?
Pensando nisso, conversamos com Camila Salek, sócia-fundadora da Vimer Experience Merchandising, sobre as principais transformações que o cenário do Covid-19 está apontando no que diz sobre o comportamento do consumidor.
Quais são as principais transformações em relação ao comportamento do consumidor após a pandemia? Muitos estão falando sobre o efeito acelerador que a pandemia trouxe para mudanças que já estavam em pauta e esta é, de fato, uma grande verdade. A primeira delas está na transformação tecnológica, marcas e pessoas que nunca estiveram no mundo digital, neste momento de isolamento social estão sendo obrigadas a se converter e mais, se adaptar rapidamente a uma nova realidade de vida phygital – que integra os universos físico e digital. Somente esta mudança de comportamento social que impacta diretamente na revisão de todas as nossas relações, já traz uma série de consequências para o comportamento de consumo, a agilidade, a conveniência e a autonomia do consumidor passam a ser premissas básicas para qualquer jornada on e offline.
Outro ponto de destaque está na nova perspectiva que ganhamos a partir do isolamento social e da crise de saúde, o autocuidado e a busca pelo bem-estar passam a ser ainda mais relevantes. Somado a isso, os processos não sustentáveis se evidenciam, trazendo maior consciência ambiental e de consumo, a medida em que temos uma crise também econômica. Definitivamente, a conquista pelo consumidor passa a ser muito mais desafiadora e o caminho está na conexão de propósitos em comum.
O movimento #juntossomosmaisforte parece ter ganhado mais força. Como as marcas de moda podem aproveitar esse momento? Neste momento ditado pela agilidade de adaptação e maior consciência coletiva estamos vendo a evolução de relações colaborativas. Entendemos que para conseguirmos soluções neste cenário precisamos unir forças, então sim, indo além de qualquer hashtag, o mundo está se voltando para a ideia de que juntos somos mais fortes.
A moda está entre os principais setores afetados pela crise desta pandemia. Impactada pela queda de consumo de produtos não essenciais, toda a cadeia deste setor precisará ser revisada e preparada para enfrentar um consumidor cada vez mais consciente e exigente. As marcas dependerão de movimentos colaborativos em todos os sentidos para acompanhar esta dinâmica de transformações, seja em relação aos concorrentes, aos fornecedores, aos colaboradores e até mesmo aos consumidores.
Já começamos a enxergar algumas ações como a lançada este mês por Reserva e Schutz, que juntaram esforços comercial e solidário em uma união que chamamos de “coopetição” – termo utilizado nos Estados Unidos e que vem da fusão das palavras cooperação e competição. No Dia das Mães a Reserva vendeu Schutz e no Dia dos Pais será o contrário. Toda a base de clientes de ambas as marcas recebe benefícios para comprar da marca “concorrente” e ainda, a Schutz também se comprometeu com a causa 1P5P da Reserva e, durante este período, vai viabilizar a cada produto vendido, 5 refeições para quem tem fome no país. E mais! Todo este processo foi criado e implantado em apenas três dias, é justamente sobre esta agilidade que estamos falando. Esta ação me impactou demais, acredito fortemente no caminho colaborativo para os próximos passos.
Como será o posicionamento das marcas a partir da retomada do contato físico com o público? Em algumas regiões do Brasil já temos um varejo vivenciando o primeiro momento de reabertura de lojas, que é regido pelo o que chamamos de “cultura da distância”. O contagio ainda é uma grande preocupação e as marcas precisam adotar um posicionamento responsável e transparente para oferecer um ambiente seguro para colaboradores e consumidores. Todo o layout de loja precisa ser revisado para facilitar a jornada do consumidor e é fundamental apresentar claramente o protocolo de saúde e higiene adotado pela marca.
Vale lembrar que neste momento em que estamos recebendo um consumidor vulnerável, a empatia deve ser o caminho para estabelecer qualquer tipo de comunicação.
Em relação à higiene, que é um fator muito relevante neste momento, as soluções vão além do uso de álcool em gel? Sim. Existem diversas premissas de higiene a serem consideradas pelas marcas que precisam ter consciência do compromisso com a saúde de colaboradores e consumidores neste momento. Desde o layout e exposição dos produtos na loja, passando pela abordagem do atendimento até as condições de experimentação de produtos e etapa de pagamento, absolutamente todos os processos dentro de loja devem ser revisados considerando as orientações de saúde específicas para cada segmento.
Logo que tivemos o fechamento de portas do varejo, começamos a elaborar um material com algumas dicas para inspirar as marcas que precisam se preparar para este momento de retomada e o disponibilizamos na íntegra para os leitores da Abest aqui.
Em um segundo momento, quando a pandemia estiver mais controlada, o que o consumidor espera do varejo de moda em relação ao atendimento? Acreditamos que o varejo físico é o coração da conexão entre marca e consumidor pela sua capacidade de promover experiências imersivas que despertam relações emocionais. Por isso, neste momento de afastamento social, estamos falando que o mundo digital está bebendo da expertise do mundo físico para a construção de conexões humanizadas.
Quando o cenário de pandemia estiver estabilizado, a construção de experiências no varejo físico será um aspecto ainda mais relevante e o atendimento é um dos principais ativos para consolidar a humanização das marcas neste espaço.
Com um varejo cada vez mais voltado para a oferta de serviços, mais do que um vendedor, a pessoa que recebe o consumidor em loja deve estar preparada para agir como um especialista. Os treinamentos são essenciais e o atendimento personalizado a partir da inteligência da base das marcas é um diferencial importante, aliás a tecnologia deve ser encarada como um grande aliado para este profissional! Precisamos nos preparar para receber um consumidor muito bem informado e no caso da moda, com questionamentos fortes principalmente em relação ao processo de produção. A resposta pronta, transparente e clara do atendimento estará diretamente relacionada ao posicionamento impresso pela marca.
No varejo de moda, há protocolos de segurança e higiene específicos para cada segmento, por exemplo, confecção, joias e bijuterias, sapatos? Sim. É super relevante que cada marca busque entender as orientações específicas para o seu segmento para formatar o protocolo de segurança e higiene que adotará e o material disponibilizado pela Vimer é somente uma base genérica para nortear o varejo. É importante lembrar que todo o cenário ainda é muito novo, o vírus ainda está sendo estudado e não temos comprovação científica para muitos dos questionamentos, por isso, é preciso buscar atualizações diárias e tomar ações somente daquilo que se tem certeza para resguardar a segurança de todos.
O uso de provadores será restrito após a abertura do varejo de moda? Em caso de trocas de peças, os produtos devem ser mantidos higienizados novamente? Toda experimentação e prova de produtos devem ser limitadas ou mesmo suspensas, conforme o segmento, em um primeiro momento quando ainda há o risco de contágio do Covid-19. O agendamento de horários especiais para o uso do provador poderá ser uma boa alternativa e, as curadorias e exposição de imagens de uso dos produtos, podem auxiliar o consumidor na hora da escolha, assim como a tecnologia poderá ser uma boa aliada de “experimentação digital” para aquelas marcas que já estão adiantadas na sua adoção – principalmente no ramo de beleza.
Como ainda não há comprovação científica quanto a permanência do vírus em todo tipo de material, na maioria dos casos ainda não há uma determinação quanto a higienização adequada. Para estes casos, recomendamos que o consumidor somente tenha acesso a mercadorias em embalagens do estoque, seja para prova ou compra do produto, e em caso de trocas é preciso considerar um período mínimo de 5 dias de isolamento da peça antes de retorná-la para o estoque.
https://abest.com.br/wp-content/uploads/2021/01/d-30.jpg7001000abehttps://abest.com.br/wp-content/uploads/2024/06/abest-logo-300x227.pngabe2020-05-21 21:48:002024-06-01 12:55:19ABEST ENTREVISTA: CAMILA SALEK, DA VIMER
A marca Gissa Bicalho fez uma doação de tecidos para o movimento Um Milhão de Máscaras, uma iniciativa que começou em abril com alguns empresários do segmento de moda em parceria com a UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais), que se organizou voluntariamente para a produção e doação de máscaras para hospitais e entidades filantrópicas da região metropolitana da capital mineira.
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Pensando em formas de minimizar a crise econômica instaurada em decorrência da pandemia do novo coronavírus, a marca cearense de bolsas artesanais Catarina Mina criou, no domingo (17), um fundo de arrecadações, através da campanha virtual “Artesanato Vivo”, para ajudar cerca de 300 artesãs parceiras presentes em todo Estado.
De acordo com a diretora criativa da marca, Celina Cavalcante Hissa, de 36 anos, na campanha, a empresa é apenas uma ponte entre os doadores e as artesãs que serão beneficiadas. “A marca já mantém um relacionamento próximo com as nossas artesãs, então estamos fortalecendo isso. O objetivo principal dessa campanha é suprir as necessidades básicas das artesãs que trabalham com a gente e que foram afetadas pela crise”, diz.
Com 300 produtores vinculadas e espalhadas por Fortaleza, Aracati, Trairi, Moitas, Aracatiaçu, Sobral e Itaitinga, Celina diz que, em um primeiro momento, a marca ainda conseguiu ajudar com cestas básicas. Contudo, o endurecimento das restrições necessárias para conter a transmissão do vírus no Estado obrigou a produção a fazer uma pausa.
“Com o tempo, percebemos que as nossas ações de vendas não dariam conta de suprir as necessidades dessas artesãs que têm a Catarina Mina como primeira fonte de renda. De início, a gente busca atingir as primeiras 100 famílias de artesãos, tudo vai depender das doações”, esclarece Celina, que afirma ainda que as necessidades entre as artesãs são as mais básicas como alimentos, água e produtos de higiene.
Além da campanha de arrecadação, a diretora comenta que há uma rede de apoio virtual para as artesãs. “Nós temos focado, também, em três grupos de WhatsApp com orientações básicas de higiene, esclarecimentos sobre fake news, como conseguir o auxílio emergencial do Governo Federal, tudo”, conta.
Para a diretora criativa, o momento é de “resgatar valores, ressaltar a coletividade, o sentimento de comunidade, olhar para o próximo. O que é pouco pra gente pode ser muito para outra pessoa”.
Repasse
O repasse das doações vai ocorrer de forma transparente e detalhada, por meio das redes, tanto para quem doou quanto para quem vai receber. “Todo o dinheiro arrecadado será repassado integralmente para as associações de artesanato e artesãos independentes. A gente já trabalha de maneira transparente com a marca, então nessa campanha não seria diferente”, pontua Celina.
Uma das colaboradoras a ser beneficiada e líder da Associação dos Produtores de Artesanato de Itaitinga, Francisca Aldenice Félix, de 60 anos, fala que, pelo menos 50 artesãos devem receber o benefício no município, localizado na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). “A maioria das pessoas estão desempregadas. A situação está bem difícil já que não tem como trabalharmos e não podemos circular pelas cidades para comprar material”, relata.
Conforme Aldenice, haverá um mapeamento, entre as produtoras da região, de quem precisa de maneira urgente da ajuda. “Eu, por exemplo, sou aposentada. Mas, no grupo todo, só eu e outra artesã que somos. Tem gente que só tirava renda da produção, outras que o marido perdeu o emprego e ainda não conseguiu nem o Auxílio Emergencial”.
Para a artesã, “é muito bom poder trabalhar com gente de atitude e transparência. Infelizmente, não está fácil para ninguém, mas esse apoio vai nos fortalecer, sem dúvidas”.
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Nesse momento de pandemia, a marca SERPUI também ajuda comunidades carentes. Em parceria com a influenciadora Sílvia Braz, a marca doou peças para a realização de um bazar solidário juntamente com o brechó de luxo PrettyNew. O bazar será online e todo o valor arrecadado será doado para instituições sociais.
Além disso, SERPUI doou algumas peças para os leilões organizados pelo Roupartilhar, cuja renda é revertida para instituições em apoio à população mais vulnerável neste momento, como Chão de colher (Barrinha – PI), Projeto Amor ao Próximo (São Paulo – SP) e Aldeia Mata Redonda (Bahia).
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Pensando nos tempos difíceis durante a pandemia, a marca Iorane criou a “Vai ficar tudo bem”, uma ação atemporal, sem fins lucrativos. “Mensagens positivas unem multidões. Fale alto para você mesmo e veja a força dessas palavras: VAI FICAR TUDO BEM”, contou a marca em seu instagram.
Para executar essa ação, a Iorane e seis mãos se uniram com um propósito, de multiplicar amor e solidariedade ao redor do mundo. São eles: o cantor e compositor Cristóvam, autor da canção “Andrà Tutto Bene”, que viralizou durante o isolamento social; ONG Fraternidade sem fronteiras; e Olívia Lambiasi, artista plástica brasileira radicada nos Estados Unidos.
Juntos, eles uniram música, responsabilidade social, arte e moda em uma força catalisadora capaz de mudar o mundo. A marca Iorane desenvolveu camisetas sob essa temática e o valor arrecadado com as vendas será revertido para o “Viver Fraternidade”, uma iniciativa da organização humanitária Fraternidade sem Fronteiras, que ajuda família carentes no Brasil e na África.
Desde o começo da pandemia no Brasil, a marca Triya reverte semanalmente parte do faturamento para algum projeto ou ONG de doação de alimentos para moradores de rua de São Paulo.
De 13 a 19 de abril, o o projeto atendido foi o Fogão na rua, que oferece refeições aos moradores de rua na zona central. De 27 de abril a 03 de maio, Triya ajudou o projeto ComVida & Barriga Cheia, que leva refeições para moradores de rua na região do Ceasa na hora do almoço. E de 20 a 26 de abril, Triya participou do projeto beneficente junto com o restaurante Jamile, que leva refeições para moradores de rua.
De 04 a 10 de maio, a marca brasileira reverteu parte de sua renda ao projeto Amor ao Próximo, destinado a pessoas em diversas situações de vulnerabilidade. Além das refeições, Triya também produziu máscaras infantis doadas para crianças da favela do Paraisópolis.
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Um novo relatório alertou que as empresas que não demonstrarem transparência e práticas sustentáveis em suas operações de negócios terão dificuldade em conquistar a confiança do consumidor em um mundo pós-COVID-19.
O relatório ‘Tecendo um futuro melhor: reconstruindo o setor de moda mais sustentável após o COVID-19’ (‘Weaving a Better Future: Rebuilding a More Sustainable Fashion Industry After COVID- 19’) do Boston Consulting Group (BCG), Sustainable Apparel Coalition (SAC) e a empresa de tecnologia Higg Co, é um documento de 12 páginas descrevendo como o setor pode se reconstruir de uma maneira que eleve o papel dos compromissos sociais e ambientais nas estratégias de resiliência em prospecção de negócios.
Ele mostra uma imagem sombria do que a indústria da moda enfrenta no mundo pós-crise, observando os desafios sem precedentes que surgiram com ela, incluindo que a moda e o luxo juntos são os mais impactados negativamente entre todos os bens e serviços de consumo, depois das viagens e do turismo. De março a abril, as vendas diminuíram de 60 a 70% na indústria mundial de moda e de luxo – com o tráfego de pedestres nas lojas de varejo e recreação diminuindo 44% nos EUA, 52% na Alemanha, 78% na Índia e 59% no Brasil.
Falando ainda na cadeia de suprimentos global, uma pesquisa em mais de 500 instalações industriais em todas as principais regiões de produção, conduzida pela SAC e pela Higg Co em abril, mostra que 86% de todas as instalações foram impactadas por pedidos cancelados ou suspensos. Como consequência direta, 40% agora estão com enormes dificuldades com a folha de pagamento de salários dos funcionários, levando à demissões e fechamento de fábricas.
No entanto, o relatório também adota uma postura mais otimista sobre as possibilidades existentes para integrar os esforços de sustentabilidade ao núcleo de estratégia de negócios à medida que a indústria se reconstrói após a pandemia, sugerindo que aqueles que mantêm compromissos com os parceiros da cadeia de suprimentos, que proativamente mantenham um diálogo aberto e colaborem em soluções, se beneficiarão de uma confiança mais profunda dos consumidores e parceiros dessa cadeia toda.
O relatório observa que varejistas e marcas que estão integrando seus esforços de sustentabilidade mais profundamente nos negócios, e não se afastando deles, estão prontos para sair da crise em uma posição mais forte dentro do mercado.
O relatório oferece quatro ações que devem ser tomadas para evitar recaídas no progresso e para se preparar ativamente num setor em transformação:
– Proteja os recursos para sobreviver à crise econômica: As empresas de moda devem proteger os colaboradores, funcionários, seu capital, parcerias em sua cadeia, canais e a confiança e o apoio de seus clientes. Esse momento é uma oportunidade para remover complexidades e custos desnecessários, a fim de se preparar para o reinvestimento.
– Resolva desafios imediatos de inventário em parceria com fornecedores: Os líderes reconhecerão a importância do diálogo aberto e da parceria construtiva em toda a cadeia de produção, a fim de encontrar soluções compartilhadas para proteger o sustento do trabalhador e manter a sua confiança. O cancelamento de pedidos concluídos será uma medida de último recurso, enquanto o cancelamento sem consulta ou colaboração será uma prática inaceitável.
– Integrar a sustentabilidade dentro das estratégias de recuperação de negócios: A sustentabilidade será um imperativo para empresas sólidas após a crise. Os líderes tornarão a sustentabilidade um ponto central para a tomada de decisões pós-pandemia, enquanto as empresas mais atrasadas verão a sustentabilidade como um esforço para retomar quando for mais conveniente.
– Acelerar a transparência enquanto aumenta as ambições de sustentabilidade: As empresas devem aproveitar a digitalização, modelos de negócios inovadores e soluções de ponta- com a transparência desempenhando o papel central – para avaliar e demonstrar um impacto ambiental e social positivo para os stakeholders.
Sanjeev Bahl, fundador e CEO da Saitex, um fabricante sustentável de jeans, diz: “A pandemia nos obrigou a dar um passo atrás e redefinir nossas prioridades. Uma questão importante é que um novo modelo de negócios transparente, que mostre práticas sustentáveis comprovadas, terá uma vantagem sobre outros modelos de negócios tradicionais “.
Javier Seara, diretor administrativo e parceiro do BCG, acrescenta: “Este é o momento da verdade para os integrantes da indústria da moda. As empresas precisarão mudar e já estão mudando seus negócios (todos os dias) para se adaptarem à nova realidade. A incorporação incansável de práticas de sustentabilidade nessas mudanças será o fator crítico que separará os vencedores dos dispensáveis “.
A Higg Co é uma empresa de tecnologia criada no SAC em 2019, que hospeda ferramentas de medição de sustentabilidade, permitindo que as empresas integrem dados mensuráveis diretamente em seus sistemas internos. Isso, por sua vez, possibilita melhorar as decisões de sustentabilidade em toda a empresa e apresenta uma oportunidade ainda maior de unificar a medição em todo o setor.
“Essa crise global em toda a indústria da moda demonstrou a necessidade crítica de dados da cadeia de produção para permitir a tomada de decisões e evitar consequências posteriores”, diz Jason Kibbey, CEO da Higg Co. “Os fabricantes que investiram em instalações e processos sustentáveis estão procurando novos modelos para se beneficiar desses investimentos e novas maneiras de se envolver com seus clientes e fornecedores primordiais em sustentabilidade. A moda precisa da digitalização para acelerar a sustentabilidade e a transparência, assim como acelerou todas as outras áreas dos negócios “.
Embora o futuro permaneça um grande ponto de interrogação, o relatório observa que varejistas e marcas que estão integrando seus esforços de sustentabilidade mais profundamente nos negócios, e não se afastando deles, estão prontos para sair da crise em uma posição mais forte dentro do mercado. O consumidor pós-COVID fará compras em parte com base na confiança e no propósito, e as empresas serão julgadas não só sobre como agiram durante a crise mas como como priorizam a sustentabilidade e a transparência depois que a tempestade passar.
Amina Razvi, diretora executiva do SAC, diz: “Esta crise está nos mostrando que tudo é possível quando você tem indivíduos, comunidades, empresas e governos trabalhando lado a lado para resolver uma ameaça global. Embora não seja assim como queríamos ter consciência disso, agora sabemos que é possível uma ação coletiva em escala global. A mudança climática é o próximo grande desafio que precisamos enfrentar juntos, e essa pandemia está nos forçando a reconhecer que a saúde econômica, ambiental e humana está profundamente interconectada, e soluções significativas somente serão possíveis se a integração, a colaboração e a transparência estiverem na vanguarda de um novo paradigma da indústria”.
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CRIS BARROS lança campanha de Dia das Mães com a participação de Luiza Ortiz, Luiza Setubal e Gi Refatti, que compartilham instantes de leveza com os filhos e nos transmitem uma certeza de um futuro lindo. “Neste momento de muita reflexão e aprendizado, a importância de criar memórias lindas faz ainda mais sentido”, conta Cris Barros.
A campanha foi fotografada em fevereiro pela Josefina Bietti e as peças usadas pelas convidadas e pelos pequenos já estão disponíveis no e-commerce da marca.
https://abest.com.br/wp-content/uploads/2021/01/d-48.jpg7001000abehttps://abest.com.br/wp-content/uploads/2024/06/abest-logo-300x227.pngabe2020-05-05 22:36:002024-06-01 12:52:28CRIS BARROS lança campanha de Dia das Mães
Antes da pandemia do Covid-19, a PIUbrand ajuda o Fogão na Rua, projeto social criado em 2016 que reverte qualquer venda em refeições destinadas para pessoas em situação de rua na cidade de São Paulo. O cliente também pode fazer mais doações independentes pelo e-commerce da marca.
A PIU. é composta por três pilares: estético, ecológico e social.
“Nosso pilar social toma forma através da #Rede.PIU, uma medida adotada em 2019, inicialmente, para alertar e informar sobre o derramamento de óleo no litoral brasileiro. Diante a situação atual. a #Rede.PIU, assume um papel mais abrangente e se compromete a narrar histórias de pessoas, marcas e projetos, independentes, de diferentes segmentos, que admiramos e que representam a esperança por mudanças e pela geração de impactos positivos no mundo que vivemos”, conta Priscilla Simões, estilista da marca.
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